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SAÚDE

Acidentes domésticos e traumas faciais na quarentena: quais providências tomar?

segunda-feira, 21/09/2020, 17:46 - Atualizado em 21/09/2020, 17:45 - Autor: Com informações da assessoria


| Freepik

Quem nunca levou um tombo lavando o chão ou caiu subindo em algum lugar dentro de casa? Algumas vezes, as tarefas mais comuns podem oferecer algum risco de acidentes. Nessa quarentena, com mais tempo dentro de casa, as chances de sofrer esses acidentes domésticos aumentaram bastante e, com eles, o risco de acontecerem fraturas buco-maxilo-faciais. Essas fraturas afetam os ossos, as articulações temporomadibulares, os dentes e precisam de tratamento especializado junto a um cirurgião dentista.

A cirurgiã buco-maxilo-facial, Alessandra Arnaud Moreira, conta que os traumas de face são resultados comuns de acidentes domésticos e se tornaram frequentes nesse período de quarentena. Ela alerta sobre as principais formas como acontecem os acidentes nos casos que chegam até seu consultório: "Em geral, os maiores traumas acontecem em banheiro. É o ambiente mais perigoso, que a gente tem que ficar mais alerta. Devemos tomar cuidado com as crianças brincando dentro de casa, no quintal, onde podem escorregar, cair ou até dar de encontro com outras pessoas da casa. As escadas também são lugares de risco. Qualquer queda de altura, em qualquer lugar, tudo isso pode ocasionar um trauma buco-maxilo-facial".

Normalmente, qualquer pessoa está suscetível a sofrer acidentes, já que eles não escolhem o alvo e nem têm hora ou lugar para acontecer. Mas a cirurgiã chama atenção para alguns grupos de maior risco, que são as crianças e os idosos. "É mais comum que os traumas aconteçam com idosos, pela maior dificuldade de se equilibrar e de se proteger; crianças, porque são mais arteiras; mas, no caso do banheiro, pode acontecer com qualquer um, pois as chances são maiores de escorregar e cair, principalmente se apessoa tentar fazer alguma coisa que não pode, como subir no vaso, para pegar alguma coisa no alto etc.".

Quando uma pessoa se acidenta e machuca alguma parte do rosto, é preciso fazer uma avaliação médica o mais cedo possível, pois nem sempre os traumas são identificados a olho nu, sobretudo quando há inchaço local. A especialista explica quais as primeiras providências a serem tomadas: "Se a pessoa não desmaiou, é preciso verificar imediatamente o ponto que bateu. Muitas vezes acontece de bater, inchar, mas a pessoa não identifica que houve fratura, então acaba procurando o profissional de forma tardia. O ideal é fazer uma avaliação junto ao especialista em trauma buco-maxilo-facial assim que acontecer o acidente envolvendo a face. A gente solicita um raio-X para ver se ocorreu ou não fratura ou algum dano à estrutura de tecido mole ou duro".

Segundo a especialista, o principal risco de não buscar ajuda profissional imediatamente é aumentar as complicações no tratamento devido à chance de formação de calos ósseos. Ela explica por que a demora é ainda mais prejudicial: "O problema de quando demora a ser tratado é que esse osso começa a consolidar e formar um "calo ósseo", o que dificulta o tratamento, tornando mais difícil restabelecer a anatomia como era anteriormente. O calo ósseo atrasa o procedimento cirúrgico, porque tem que refraturar, retirar o calo ósseo e só depois reposicionar e as vezes não encaixa novamente de forma ideal".

Para casos em que há dúvida se houve ou não fratura, dra Alessandra explica alguns sinais que precisam ser levados em conta: a dor é mais intensa, a pessoa pode sentir crepitações ao tocar sobre o local machucado, pode ouvir estalar, pode sentir alguma mudança ao morder ou mastigar. "Mas também podem ser afetados os ossos que não estão ligados à mastigação, como o nariz, que pode ficar obstruído, ter um desvio, sentir uma crepitação ao tocar, apresentar sangramento. Um outro sinal de trauma pode ser perceber que uma parte da face está afundada, um lado mais baixo que o outro etc. Essas percepções são indicativos para procurar por tratamento buco-maxilo-facial", explica a cirurgiã.

Apesar de serem acidentes sérios, o tratamento de fraturas buco-maxilo-faciais tem alta chance de recuperação se tratado imediatamente. Segundo a Dra Alessandra, tanto a função como a estética podem ser restabelecidas e recuperadas completamente em até 30 dias, a depender do caso. "Logo após a fratura a pessoa pode não conseguir se alimentar direito, assim como após a cirurgia. Aí o paciente vai ter que fazer uma dieta líquida, pastosa, até o osso consolidar um pouco mais. Mesmo quando não se tratar de ossos da mastigação, é importante não executar nenhum esforço físico por pelo menos 7 dias. Em 30 dias o paciente, em geral, já está totalmente recuperado".

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