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CIDADANIA

Obras da Usinas da Paz avançam em Belém e no interior

Das seis futuras sedes do Territórios pela Paz, quatro devem ser entregues até maio do ano que vem

terça-feira, 15/09/2020, 22:00 - Atualizado em 15/09/2020, 22:00 - Autor: Agência Pará


| Divulgação

Futuras sedes do programa Territórios pela Paz (TerPaz), as obras de seis das dez Usinas da Paz estão em andamento, e a previsão é que quatro unidades sejam entregues em maio de 2021. Cada complexo será voltado principalmente para a prevenção à violência, a inclusão social e o fortalecimento comunitário, com três eixos fundamentais: assistência, esporte e lazer e cultura. O TerPaz leva, há cerca de um ano, ações de saúde, educação e cidadania e sete bairros da Região Metropolitana de Belém (RMB). 

Em Belém, as Usinas da Paz serão instaladas nos bairros do Guamá, Jurunas, Terra Firme, Cabanagem e Benguí; em Ananindeua, no bairro do Icuí; em Marituba, entre os bairros Nova União e São Francisco. Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás, no sudeste do Estado também serão dotadas da estrutura. Não há investimentos financeiros por parte do Estado, visto que todo o projeto é custeado pela iniciativa privada em parceria com o Governo do Pará. 

As empresas Vale, com aporte de R$ 102 milhões, e Hydro, com aporte de R$ 60 milhões, são as responsáveis pelas obras - a primeira ficou com as da Cabanagem e do Benguí, além das localizadas nos demais municípios, e a segunda é responsável pelas unidades do Jurunas, Guamá e Terra Firme. 

"Foi uma diretriz do próprio governador Helder Barbalho que sequer houvesse repasses financeiros para o tesouro estadual, que tudo fosse feito inteiramente pelas duas empresas, até porque a logística do meio privado é melhor e menos burocrática, o que significa capacidade de construir mais rápido. A meta é entregar espaços de excelência. Piscinas e quadras adequadas, cine-teatros confortáveis, do jeito que os moradores de cada um desses locais merece", explica o diretor das Usinas da Paz, Marcos Lopes. 

ESTRUTURAS

As UsiPaz terão ambientes esportivos, salas de audiovisual, espaços de inclusão digital e vários serviços, como atendimento médico e odontológico, consultoria jurídica, emissão de documentos, ações de segurança, atividades profissionalizantes, espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade. Também haverá espaços para cursos livres e de dança, artes marciais, musicalização e biblioteca. 

As secretarias de Estado ligadas à promoção social e que já atuam nas ações do TerPaz ficarão permanentemente instaladas nesses espaços, garantindo que os serviços e atividades sejam prestados corretamente. A previsão é que as dez Usinas estejam em pleno funcionamento até o fim do próximo ano. 

O projeto arquitetônico é padronizado e assinado pela arquiteta carioca Bel Lobo. A primeira etapa de construção inclui terraplenagem, topografia e fundação. Na segunda, ocorre a construção propriamente dita, o paisagismo, a entrega do complexo e retirada do material. A pedido do governo do Estado, boa parte da mão de obra que atua nas construções é do próprio bairro ou município onde as Usinas serão instaladas. 

APORTE

Em setembro de 2019 foram assinados os termos de cooperação entre Estado e empresas, e no início deste ano foram iniciadas as obras. As mais adiantadas são as da Cabanagem, do Icuí, de Marituba e de Parauapebas, que devem ser entregues ainda no primeiro semestre de 2021. Nas demais localidades, as empresas responsáveis precisaram trocar as empreiteiras por conta de inadequações técnicas, o que acarretou em atraso no cronograma. Essa retomada deve ocorrer ainda este ano.

O secretário adjunto da Secretaria de Estado de Articulação e Cidadania (Seac), Raimundo Santos Junior, garante que as Usinas da Paz firmam a presença permanente do Estado em cada uma das localidades. "Nosso grande objetivo é que a população se aproprie desses espaços, que o tornem parte de suas rotinas. É transformar uma política de governo em política de Estado, que esteja presente em 20, 30 anos, se perpetue e siga realizando transformações sociais nas áreas mais vulneráveis”, diz.

Ele lembra que o projeto é construído em conjunto com a comunidade. “Nosso Núcleo de Articulação à Cidadania está em contato constante com os líderes comunitários, escutando sobre as necessidades de cada lugar. Isso é algo que nunca foi feito antes, o que nos dá muito orgulho de trabalhar pelo projeto. Áreas consideradas esquecidas há dezenas de anos, aonde o Estado não chegava, vão receber o Estado de maneira permanente", conclui o adjunto.

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