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"FERIADÃO?"

Vídeo: paciente sofre sem atendimento em unidade municipal de saúde de Icoaraci

quarta-feira, 26/02/2020, 21:07 - Atualizado em 26/02/2020, 21:14 - Autor: Diário Online


Idoso não aguentou ficar em pé e deitou em frente ao portão fechado.
Idoso não aguentou ficar em pé e deitou em frente ao portão fechado. | Reprodução

Se em dias normais, quem procura atendimento na Unidade Municipal de  Saúde de Icoaraci não consegue, imagine durante o "feriadão" de Carnaval. Quem procurou por atendimento médico na unidade no final da tarde desta quarta-feira (26), não passou da porta.

É o que relata um grupo de pessoas que precisou dos serviços da unidade. De acordo com o grupo, não havia médicos no local.

Entre as pessoas que não conseguiram ser atendidas, havia um idoso com fortes dores abdominais implorando por um médico.

Assista o vídeo feito por uma das pacientes:

Na gravação vê-se que as grades da porta de entrada estão fechadas, e o idoso deitado gemendo bastante. “Vai dar sete horas da noite e aqui não tem médico. Este senhor veio do Outeiro e está morrendo aqui no banco”, diz Taila Silva, uma das pessoas que ficaram sem atendimento no local, e que gravou o idoso chorando de dor.

“Eu fiquei indignada com o descaso. Eu estava lá com o meu filho doente, e este senhor estava urrando de dor, enquanto que os enfermeiros lá não quiseram atender ele. Não tinha médico no local”, relata.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), e aguarda uma explicação sobre a situação.

Unidade Sucateada

Não é de hoje que usuários reclamam das condições da Unidade Municipal de Icoaraci, gerido pela Prefeitura de Belém. Pacientes relatam longas filas que começam ainda de madrugada, apenas para pegar senhas para consultas. No dia dos atendimentos, os médicos quase sempre costumam se atrasar, deixando as pessoas esperando por longas horas.

"Fiz meu pré-natal nesse posto e funcionava da seguinte maneira, eu tinha que chegar umas 4h para poder ficar na fila para pegar senha. Se chegasse muito tarde, ficava sem senha, pois tinham poucas. Quando conseguia, chegava no horário, mas sempre ficava esperando, as vezes no sol, o médico chegar. Marcam um horário, mas é sempre 4 ou cinco horas depois que somos atendidos", relata Carolinne Gomes, nutricionista e mãe de duas filhas.

 

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