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Bubalinos ainda irão crescer muito mais no Marajó

terça-feira, 17/12/2019, 12:06 - Atualizado em 17/12/2019, 20:02 - Autor: Igor WIilson


O búfalo é o símbolo do Marajó e também é a paixão de um veterinário, que cria o animal com muita pesquisa e dedicação em suas fazendas na ilha
O búfalo é o símbolo do Marajó e também é a paixão de um veterinário, que cria o animal com muita pesquisa e dedicação em suas fazendas na ilha | Divulgação

Localizada na cidade marajoara de Chaves, a Fazenda Aruans possui um projeto bubalino composto por mais de quatro mil cabeças. Para o médico veterinário Antônio Francisco de Araújo, que chegou no Pará no ano de 1974, com o objetivo de abrir uma filial da Bayer na região norte, o ano não poderia ter sido melhor. Com tradição familiar na área da pecuária, Antônio adquiriu primeiro uma fazenda no município do Acará, iniciando a criação de gado Nelore. Mas no ano de 2006, se rendeu aos encantos do Marajó, arquipélago que possui o maior rebanho de búfalos do Brasil, com aproximadamente 600 mil cabeças, de acordo com dados recentes do IBGE.

Em menos de 10 anos, o negócio começou a prosperar. O sucesso da Fazenda Aruans fez com que Antônio de Araújo ampliasse o negócio, fundando mais quatro fazendas, distribuídas em Soure, Santa Cruz do Arari e Chaves, e que totalizam mais de 9 mil cabeças em 60 mil hectares. “Nesses 13 anos, investi muito em melhoramento genético e sanidade animal, e isso foi determinante para o sucesso.

Fez com que nossa relação com os clientes seja de extrema confiança, e fazemos questão de mostrar a forma com que tratamos nossos animais”, diz Antônio de Araújo.

A busca pela melhor qualidade do búfalo se transformou em um paradigma para Antônio Araújo
A busca pela melhor qualidade do búfalo se transformou em um paradigma para Antônio Araújo Divulgação
 

Ele faz novas projeções para 2020. “O objetivo é sempre crescer, pretendemos alcançar novos mercados, os produtos bubalinos estão em alta, e com as novas legislações nós podemos atender uma demanda muito maior”, diz, se referindo às recentes legalizações do queijo artesanal do Marajó para dentro do Pará e para outros estados, através do selo Arte. A partir principalmente do próximo ano, a tendência é que a demanda por estes e outros produtos derivados de bubalinos aumente consideravelmente. 

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